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Junta |
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SOCIEDADE FILARMÓNICA VESTIARIENSE
"Monsenhor José Cacella"
O padre José Cacella, pároco da freguesia em Fevereiro de 1910, para além de assegurar a direcção musical da Banda veio mais tarde a desempenhar um papel essencial no futuro da colectividade. Em 1925 é fundada a União Recreativa da Vestiaria, que viria em 1937 a unir-se á Filarmónica Vestiariense passando então a Filarmónica a denominar-se Sociedade Filarmónica Vestiariense ficando sediada nas antigas instalações da União Recreativa. Na década de 40, no seio da SFV é criada uma equipa de futebol que contribui para manter viva o espírito de grupo dentro do corpo musical bem como da massa associativa. O forçado afastamento do Padre Cacella em 1911 não o impediu de continuar ligado à Sociedade Filarmónica ao longo de toda a sua vida, efectuando frequentes contributos financeiros que eram aplicados na renovação de fardamentos e também na aquisição dos instrumentos, culminando na construção da actual sede em 1950-1953 Entretanto, a Sociedade vai vivendo períodos de maior e menor fulgor até que em 1960 o Maestro José Joaquim Marques de Figueiredo, oriundo da Banda da GNR, passa a director musical da Banda e incute-lhe uma profunda reestruturação, com a formação de novos músicos, contribuindo para o rejuvenescimento da Banda. Os frutos desse trabalho vieram a reflectir-se no ano de 1960, com uma participação relevante no 1º Concurso Nacional de Bandas Civis. Desde aquela data a SFV diversificou um pouco mais a sua actividade sendo de destacar especialmente a área Teatral onde o “Grupo Dramático Vestiariense” obteve grande relevo na década de 60. No ano de 1970/71 atingiu a Banda da SFV o ponto mais alto do seu historial, quando sob a direcção das batutas do Maestro Manuel Maria Baltazar e do Maestro Agostinho Caineta, que entretanto o substituíra, obteve o 1º lugar em 3ª Categoria no Concurso Nacional de Bandas Civis, promovido pela FNAT.Em 1982 a SFV aposta fortemente na criação de uma verdadeira Escola de Música, a qual chegou mais tarde a contar com mais de 50 alunos. Actualmente a escola, funciona com várias vertentes da formação musical. Tem sido grande o contributo desta escola para o panorama musical Português berço de alguns músicos das Orquestra Filarmónicas mais conhecidas do país e algumas a nível Europeu. Em 1983 é criada a Orquestra Ligeira Juvenil, sob uma curta orientação de Álvaro Guimarães, substituído por José Marcos Assunção com a qual viria a obter assinaláveis êxitos contribuindo grandemente para a divulgação do concelho de Alcobaça pelo País e também em França. Em 1991 a Banda Filarmónica obteve, no 1º Festival Internacional de Música da Lourinhã, o 3º lugar em 1ª categoria. E em 1993 inicia a sua internacionalização com a prestigiante deslocação a França, e que viria a repetir em 1995. Em 1996 é criada a Escola de Danças de Salão, tendo, pouco a pouco, cativando mais jovens para esta modalidade tão pouco divulgada na região. Entre os resultados conseguidos destaca-se a participação no Campeonato Ibérico Lisboa Open em Setembro de 2001 onde a escola obteve um 1º e um 2º lugares. Em 1997 renasce o teatro na SFV com a criação do grupo “Prata da Casa”, reconhecido actualmente como um dos melhores grupos de teatro amador do distrito de Leiria, tem trazido a cena inúmeras peças, sempre com grande êxito. Também em 1997, tendo por objectivo cativar para a SFV pessoas das mais variadas faixas etárias, é criada uma classe de ginástica essencialmente de manutenção a qual se mantêm presentemente. Em 1998 um grupo de músicos maioritariamente profissionais une-se para criar uma big band. Dado o grande parte desses músicos ter tido as suas raízes na SFV, esta colectividade acaba por abraçar o projecto sendo uma das entidades promotoras juntamente com a Câmara Municipal de Alcobaça e o Banco Português de Negócios. Denominada “Big Band Time”, possui actualmente um diversificado repertório, que passa pelo Jazz, Salsa e Música Ligeira. Desta forma a SFV conta actualmente com uma Banda Filarmónica, uma Orquestra Ligeira Juvenil, um Grupo de Teatro amador, uma Escola de Música, uma Escola de Danças de Salão, uma Classe de Ginástica e como contributo para a manutenção financeira destas actividades explora um pequeno Bar.
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